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Grupo IOP passa a contar com Medicina Intervencionista da Dor

Cuidados Paliativos
12. março .2020

Grupo IOP passa a contar com Medicina Intervencionista da Dor

Medicina da Dor | Especialidade usa técnicas minimamente invasivas para diagnóstico e tratamento da dor aguda e crônica

A população mundial gira em torno de 7 bilhões de pessoas e a cada fração de segundo o Worldometer – medidor que tem como objetivo disponibilizar as estatísticas mundiais – gira, aumentando o número de nascimentos, quase o dobro em relação ao número de mortes.

É grande o número de pessoas no mundo todo que sofrem com algum tipo de dor, seja ela aguda, crônica ou oncológica. De trabalhadores a pacientes oncológicos, os efeitos da dor se veem refletidos em baixa produtividade, absenteísmo, necessidade de reabilitação e de readaptação ao ambiente de trabalho, resultando em altos custos de assistência.  A dor crônica atinge cerca de 30% da população mundial e até 70% dos pacientes oncológicos terão algum tipo de dor durante o tratamento da doença e cerca de 90% dos pacientes terminais sofrem com dores intensas.

Atualmente, é possível tratar a dor com medidas intervencionistas. Cabe ao médico especialista em medicina intervencionista da dor realizar o diagnóstico correto para a causa da dor e propor o tratamento mais adequado. No Brasil, a Medicina Intervencionista da Dor é realizada por especialistas em dor que podem ser médicos anestesistas, neurocirurgiões, ortopedistas e fisiatras e todos têm um objetivo comum, que é reduzir e controlar a dor, proporcionando ao paciente mais qualidade de vida.

O Grupo IOP, sempre pronto a oferecer o melhor para seus pacientes, passa a contar com a especialidade Medicina Intervencionista da Dor. A novidade é que a partir de agora também os familiares poderão ser atendidos, assim como demais interessados. A especialidade médica foi criada recentemente – na década de 1980 – e vem se desenvolvendo ao longo dos últimos anos oferecendo diferentes técnicas para o diagnóstico e tratamento para a dor aguda, crônica e oncológica. A médica Cristina Clebis Martins, que atende no Valencis Curitiba Hospice, tem formação e título de especialista em Medicina da Dor pela Associação Médica Brasileira e em Medicina Intervencionista da dor pela World Institute of Pain com sede em Budapeste, Hungria.

A dor, conhecida como o quinto sinal vital, uma alusão aos sinais vitais (temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial e frequência respiratória), assume hoje uma nova identidade. “Antes a dor era vista como um sintoma de alguma outra doença. Recentemente, ela passou a ser encarada como a própria doença e cabe ao médico especialista em dor realizar o diagnóstico correto para a causa da dor e propor o tratamento mais adequado ao paciente”, destaca a especialista.


Bloqueios da dor

 

Além da parte clínica do controle da dor com medicação, podem ser também realizados procedimentos de intervenção para dor a partir de procedimentos minimamente invasivos, como bloqueios feitos com agulhas e/ou pequenas cirurgias. Com esses bloqueios é possível fazer o diagnóstico da dor, apurando sua causa, origem e, com isso, propor o melhor tratamento. Para auxiliar o médico especialista a encontrar com maior precisão o local mais apropriado para a intervenção, são usados recursos de imagem como ultrassom e raio-x.

“No caso de paciente oncológico, por exemplo quando ele tem uma dor na barriga derivada do câncer, é colocada uma agulha na coluna, bloqueando os nervos de dor que vêm para a barriga, com isso ele deixará de sentir essa dor. As agulhas são próprias para bloqueios dos nervos e podem ser utilizados remédios ou aplicação de altas temperaturas –  agulhas especiais que passam corrente elétrica e aquecem os tecidos bloqueando a dor. Os procedimentos são realizados num hospital e o paciente é liberado no mesmo dia”, cita Dra. Cristina Clebis Martins, que complementa: “Existem técnicas mais avançadas de tratamento intervencionista, como a colocação de cateteres e o implante de bomba de fármacos, como a bomba de morfina, para o paciente que tem dor oncológica mais grave e difícil de controlar”.


Dor aguda ou crônica, qual a diferença?

 

A dor aguda é aquela que surge de repente e tem sua duração limitada, pode ser por uma lesão, uma batida, um corte. Basicamente, é uma resposta rápida do organismo, normal e fisiológica, que melhora com a resolução da sua causa. Já a dor crônica tem sua duração superior a três meses, é intermitente ou regular por longos períodos. Como exemplo, podemos citar as dores na coluna, cefaleias e dores de cabeça, lombalgia, fibromialgia, dores nas articulações e as dores derivadas do câncer, entre outras. Nesses casos a dor é a própria doença.

A fibromialgia é um exemplo clássico de que a dor crônica é a própria doença, pois não se tem uma explicação e o paciente sente dor no corpo todo. Não há uma causa específica para essa dor, mas ela precisa ser tratada, e, conforme esclarece Dra. Cristina, “toda dor tem o seu tratamento, basta achar a causa geradora e propor o tratamento mais adequado”.

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