O que os pacientes em cuidados paliativos podem fazer?

Cuidados Paliativos
22. janeiro .2018

O que os pacientes em cuidados paliativos podem fazer?

O bem-estar em primeiro lugar. Vale realizar até sonhos, não existem restrições.

Os pacientes em cuidados paliativos não têm restrições impostas pela equipe multiprofissional para a realização de que qualquer atividade. O que pode ser um fator limitante é o quadro avançado da doença, usualmente de ordem física, visto o desgaste orgânico que doenças crônicas que levam à terminalidade podem acarretar.

“Não é raro, principalmente na oncologia, nos depararmos com pacientes e famílias que, diante do diagnóstico de incurabilidade e aproximação da terminalidade da vida, esbocem o desejo de concretizar sonhos há algum tempo guardados, como uma viagem por exemplo. A concretização desses desejos ou sonhos é sempre reforçada e validada pela equipe”, relata Fernanda Tuoto, responsável pela equipe de enfermagem do Valencis Curitiba Hospice.

Vale ressaltar que, nas situações em que o paciente está internado, a equipe multiprofissional tem papel crucial na realização dos desejos do pacientes, que muitas vezes são vontades muito simples, como a de tomar um refrigerante ou comer um sanduíche, por exemplo. “Nesta fase de vida, não existem restrições e tudo é possível de acontecer desde que o paciente expresse sua vontade”, complementa a enfermeira.

Os pacientes em cuidados paliativos são estimulados a manter o autocuidado, executando pequenas atividades de vida diária de acordo com o quadro clínico que apresentam, como pentear o cabelo ou escovar os dentes. “Para isso, caso seja necessário, pequenas adaptações podem ser feitas no leito ou no banheiro que o paciente utiliza e isso é motivador para eles, pois assim se sentem mais capazes”, comenta Fernanda.

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A terapia ocupacional – com a proposta de atividades manuais que estimulam a coordenação motora, a concentração e os processos mentais – e a fisioterapia – por meio de exercícios leves – são grandes aliadas na aplicação de atividades que motivam e oferecem ao mesmo tempo um grau de desafio para o paciente. “A superação desse desafio é entendida como benéfica para o paciente, colocando-o como um indivíduo ativo e capaz mesmo em processo de doença avançada”, finaliza.

Fonte: Revista VIVER Curitiba

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