A importância dos cuidados paliativos para pacientes com Alzheimer

Cuidados Paliativos
18. novembro .2019

A importância dos cuidados paliativos para pacientes com Alzheimer

A importância dos cuidados paliativos para pacientes com Alzheimer

O principal objetivo dos cuidados paliativos é aliviar os sintomas que uma doença crônica ou degenerativa pode trazer para uma pessoa, principalmente em fase terminal, promovendo, assim, mais qualidade de vida durante esse período. Dentre os pacientes que utilizam os cuidados paliativos estão os portadores da Doença de Alzheimer. Dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) mostram estimativas de que no mundo existam 35,6 milhões de casos da doença e, no Brasil, sejam cerca de 1,2 milhão de casos.

A médica psiquiatra do Valencis Curitiba Hospice, Ana Cristina C. Lemos Malheiros, explica que o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal e que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória do indivíduo. “Os cuidados paliativos irão possibilitar um conforto maior ao paciente e também aos seus familiares, principalmente por se tratar de uma doença psíquica e que afeta, além do paciente, a todos ao redor. A pessoa que está doente pode apresentar aumento da confusão mental e desorientação quanto ao tempo e espaço, dificuldade de comunicação e prejuízo na realização de atividades cotidianas. Portanto, a capacidade de realizar tarefas comuns, como se alimentar ou realizar a higiene pessoal, progressivamente, vai reduzindo, sendo necessário o apoio de familiares e/ou cuidadores.”

O Alzheimer é uma doença que dificilmente tem o seu avanço bloqueado, pois trata-se de um tipo de demência. Estudos mostram que, após a definição do diagnóstico, a sobrevida média varia entre 8 e 10 anos. O quadro clínico do Alzheimer é dividido em quatro fases, sendo que a primeira apresenta alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais; a segunda com dificuldade para falar, executar tarefas simples e coordenar movimentos, além de agitação e casos de insônia; a terceira fase possui resistência à realização de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e deficiência motora progressiva; a fase quatro (terminal) vai apresentar dor à deglutição, infecções intercorrentes, mutismo e restrição ao leito.

É fundamental que os cuidados dedicados às pessoas com Alzheimer sejam em tempo integral e com uma equipe interdisciplinar para que todos os aspectos da vida daquele paciente sejam atendidos da melhor forma. “O foco sempre deve ser a utilidade de determinado procedimento aplicado à pessoa com demência, evitando tratamentos excessivos, com manipulação e hospitalização do paciente desnecessariamente. Os cuidados paliativos envolvem questões complexas, porém, mantêm como diretriz a busca por melhores opções para promover o conforto, a dignidade da pessoa e a qualidade de vida até o final. Desde o início do tratamento em cuidados paliativos, será abordada a questão emergente sobre a terminalidade da vida, sendo atendidas as necessidades espirituais do paciente, assim como de seus familiares, inclusive após o óbito”, cita a psiquiatra Ana Cristina C. Lemos Malheiros. No Valencis Curitiba Hospice todos os dias existe a busca pela dignidade, respeito e autonomia ante a finitude da vida.

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