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Atuação do terapeuta ocupacional em cuidados paliativos

Cuidados Paliativos
16. março .2021

Atuação do terapeuta ocupacional em cuidados paliativos

Uma das principais perguntas que surge sobre os cuidados paliativos é para quem eles são indicados. A recomendação de acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS) é que eles sejam destinados para todos os pacientes com doenças que ameacem a continuidade de vida desde o diagnóstico, tratamento, estendendo-se aos seus familiares e/ou cuidadores, compreendido como unidade de cuidado.

Os cuidados paliativos devem ser realizados por uma equipe multiprofissional, garantindo um cuidado integral e integrado que aborde os aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais visando à assistência de vida do paciente, seus familiares e/ou cuidadores. Esta é a proposta do Valencis Curitiba Hospice, espaço dedicado a cuidados paliativos em Curitiba.

Cuidado com o paciente e familiares

De acordo com a Federação Mundial de Terapeutas Ocupacionais (WFOT), “A terapia ocupacional é uma profissão de saúde centrada no cliente e preocupada em promover a saúde e o bem-estar por meio da ocupação”. A atuação do terapeuta ocupacional em cuidados paliativos envolve o cuidado com o paciente, a família/cuidador promovendo qualidade de vida, manutenção da capacidade funcional, construção e continuidade de projetos de vida, preservação das relações afetivas, sociais e desempenho dos papéis ocupacionais.

O processo de adoecimento e tratamento pode interferir nas ocupações que o paciente está envolvido e a forma como as desempenha. As alterações ou modificações no desempenho e participação nessas ocupações impactam diretamente na qualidade de vida do paciente, seus familiares e/ou cuidadores.

As ocupações mais comuns que sofrem alterações nesse processo são: as Atividades da Vida Diária, como, por exemplo, atividades de autocuidado (higiene, alimentação e vestuário), mobilidade funcional (locomoção); Atividades Instrumentais da Vida Diária (cuidar do outro, educar criança, dirigir e mobilidade na comunidade, preparo de refeições, atividades e expressão religiosa e espiritual); produtividade (trabalhar ou estudar); momentos de lazer (participação em passeios, festas, outros); descanso e sono; e a participação em atividades sociais em geral (ir a encontros familiares, igrejas, etc.).

Já o processo terapêutico ocupacional envolve diversos procedimentos tais como consulta-avaliação, intervenção, atendimento individual e grupal; grupo de atividades, oficinas terapêuticas; prescrição de dispositivos e adaptações; planejamento e adequação ambiental; orientação a familiares e cuidadores; educação em saúde; ações de humanização e ambientação; consultoria.

O processo avaliativo realizado pelo terapeuta ocupacional visa conhecer o desempenho do paciente nas Atividades de Vida Diária (AVD) e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD); identificar as perdas ocorridas e todas suas implicações biopsicossociais e espirituais; assim como verificar as alterações decorrentes da evolução da doença e repercussão nos seus papéis ocupacionais.

Dessa forma, a partir do diagnóstico ocupacional, o terapeuta ocupacional pode definir junto com o paciente o plano de intervenção (projeto terapêutico singular), levando em consideração as suas condições clínicas, a biografia com sua história de vida, relações afetivas e familiares, valores socioculturais, espirituais, potencialidades, hábitos, rotinas e desempenho ocupacional.

Objetivo da terapia ocupacional

O objetivo da terapia ocupacional é promover o desempenho ocupacional do paciente nas atividades cotidianas e significativas, de forma a (re)ssignificar seus papéis ocupacionais, a reorganizar sua nova rotina, entre outros. As ocupações e ações propostas devem ser compatíveis com a realidade, expectativas e possibilidades do paciente em seu contexto.

Conheça algumas ações e atividades realizadas pelo terapeuta ocupacional:

  • Orientação, treinamento e adaptação para a realização das Atividades de Vida Diária, como por exemplo as de autocuidado (graduar ou modificar as etapas da tarefa, resultando em diminuição do gasto energético);
  • Avaliação e adequação ambiental;
  • Confecção de dispositivos e adaptações prevenindo lesões e proporcionando conforto;
  • Orientação e prescrição de tecnologias assistivas, uso de órteses e adaptações, objetivando desempenho funcional/ocupacional, maior conforto no leito ou redução de deformidades.
  • Recursos não farmacológicos (técnicas de relaxamento, meditação, respiração) para prevenção e controle da dor;
  • Realização de atividades expressivas (artísticas, narrativas ou corporais), para elaborar reflexões, emoções, propiciar aos pacientes como querem viver e morrer.
  • Uso de comunicação alternativa, favorecendo a comunicação do paciente com a equipe, expressão de valores, desejos, vontades, na impossibilidade de comunicação verbal.
  • Técnicas de posicionamento que favoreçam o engajamento, conforto, prevenção de lesões e desempenho ocupacional.
  • Orientação para a organização da rotina de cuidado, a fim de minimizar o desgaste e o stress físico e emocional do cuidador.
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