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Como aceitar e lidar com a finitude da vida?

Psicologia
22. janeiro .2020

Como aceitar e lidar com a finitude da vida?

O diagnóstico de uma doença incurável tende a trazer muita angústia para o portador do problema de saúde e sua família. Espaços especializados em cuidados paliativos proporcionam o suporte emocional necessário nesse momento difícil.

Saber que o fim da vida é uma das poucas certezas da existência não torna mais fácil aceitá-lo. Esse processo pode se tornar ainda mais complexo com a chegada do diagnóstico de uma doença terminal, seja para si mesmo ou a algum ente querido. Afinal, a morte pode ser muito mais assustadora quando deixa de ser uma expectativa remota e passa a se tornar uma etapa concreta e iminente.

Para ajudar pacientes e familiares a lidarem com essa realidade, foram criados os espaços de cuidados paliativos. Esses locais oferecem todo o suporte físico, emocional e psicológico necessário desde os primeiros estágios do problema de saúde até a fase do luto.

Nesses centros, há setores de psicologia especializados em trabalhar com a ideia da finitude da vida. Assim, é possível preparar o portador da doença para todas as fases que serão atravessadas e trabalhar suas angústias e principais fontes de ansiedade. O processo é feito em conjunto com outras terapias integrativas, que ajudam a preparar o terreno da aceitação da ideia de mortalidade.

Apoio em todas as frentes é essencial para superação
O Valencis Curitiba Hospice, localizado na capital paranaense, é pioneiro na oferta desse tipo de amparo psicológico na região sul. Inaugurada há dois anos, a instituição é a primeira na região a oferecer os serviços de uma equipe multidisciplinar especializada em cuidados paliativos. Por lá, a principal estratégia para ajudar paciente e família a ressignificar a experiência do diagnóstico de uma doença terminal é trazer a morte para o mundo das palavras em uma conversa franca, em vez de transformá-la num assunto proibido.

Para isso, o quadro de funcionários desenvolve um trabalho personalizado de acordo com a individualidade das pessoas atendidas, respeitando as vontades, crenças e a fé de cada um.

Além de um acompanhamento humanizado com a equipe de psicologia — que também engloba atividades lúdicas, artísticas e sociais — há também uma preocupação com a vida espiritual do paciente, quando este tem alguma vivência devocional que pode ajudá-lo a reunir forças diante de um momento difícil. Por isso, o Valencis é uma das poucas instituições que autoriza e incentiva visitas religiosas, incluindo rezas, orações e outros ritos que possam oferecer algum conforto.

O psicólogo Ronny Kurashiki, que integra a equipe do Hospice, explica que a diretriz de apostar na liberdade e no respeito à identidade de cada um como ferramentas para a aceitação da mortalidade vem da ideia de que o objetivo primordial do atendimento é cuidar das pessoas envolvidas, e não apenas do quadro clínico que se apresenta. “Somente assim é possível despedir-se daquele que se ama, guardando no campo da imortalidade a lembrança não traumática do final de sua vida”, afirma.

O espaço como recurso terapêutico
Além do suporte de profissionais qualificados, os centros de cuidados paliativos também encaram a arquitetura e a ambientação de seus espaços de internamento como parte importante do processo de cada paciente e familiar. No caso do Valencis, tudo é pensado para proporcionar serenidade e acolhimento à vivência das pessoas atendidas.

Para isso, o Hospice mantém uma área externa com muito verde e uma organização interna que se aproxima ao máximo possível de uma casa, e não da impessoalidade de um hospital convencional. Tudo isso contribui para que haja a sensação de segurança, que facilita consideravelmente a trajetória de aceitação.

Conheça mais sobre o trabalho do Valencis Curitiba Hospice.

Fonte: Gazeta do Povo

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