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Fevereiro Roxo promove a conscientização sobre lúpus, fibromialgia e Alzheimer

08. fevereiro .2021

Fevereiro Roxo promove a conscientização sobre lúpus, fibromialgia e Alzheimer

Fevereiro Roxo promove a conscientização sobre lúpus, fibromialgia e Alzheimer

A Campanha Fevereiro Roxo visa promover a conscientização da população sobre três doenças incuráveis que, apesar de terem sintomas diferentes entre si, podem afetar muito a normalidade da nossa vida: lúpus, fibromialgia e Alzheimer. Ir em busca do diagnóstico precoce e correto dessas doenças pode assegurar maior qualidade de vida a seus portadores desde que com o acompanhamento médico.

Lúpus

O lúpus é uma doença sistêmica (colagenose) autoimune em que o corpo produz anticorpos que atacam as células e os órgãos do próprio corpo – o sistema de defesa imunológico fica desregulado. Não tem cura, mas a doença pode ser controlada com acompanhamento médico e tratamento adequado. Existem diversas apresentações, desde as localizadas até as sistêmicas. Desse modo, pode variar desde um quadro localizado exclusivamente à pele ou de forma mais abrangente, acometendo articulações, pulmões, rins, sistema nervoso, sangue.

De acordo com a reumatologista Andrieli Mehl, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), “O importante é o diagnóstico precoce, para evitar a progressão da doença e reduzir risco de reativações (flares). Por isso, a recomendação é ficar atento aos sintomas, que são diversos, variando entre os pacientes, já que não são necessariamente os mesmos órgãos acometidos em todos os pacientes. São manifestações da doença: fotossensibilidade (sensibilidade aumentada à exposição solar), lesões cutâneas em áreas de maior exposição solar, queda de cabelo, úlceras na boca ou nariz, falta de ar, cansaço, febre, perda de peso, artrite, dor abdominal, convulsões, psicose, anemia, sangramentos/hemorragias, além de manifestações decorrentes de acometimento renal, como elevação da pressão arterial, edema generalizado e redução do volume de urina”.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma afecção comum caracterizada, principalmente, por fortes dores em todo o corpo, sendo mais comum na musculatura e com maior incidência entre as mulheres. Além de terem uma maior sensibilidade à dor pelo toque, pessoas portadoras da doença podem sentir mais cansaço, ter processo depressivo, sofrer com ansiedade e sofrer alterações intestinais. “Distúrbios do sono também permeiam o universo dos portadores de fibromialgia”, cita Dra. Andrieli.

Doença de Alzheimer

É um transtorno neurodegenerativo progressivo que, pouco a pouco, prejudica as funções cognitivas e a memória de curto prazo do indivíduo. Ela causa diversos sintomas neuropsiquiátricos e alterações comportamentais que vão se agravando com o passar do tempo. Normalmente, acomete mais pessoas idosas e seus primeiros indícios são a perda de memória recente e alterações de comportamento.

Segundo o neurologista Bruno Bertoli Esmanhotto, do Valencis Curitiba Hospice, “O objetivo dos cuidados paliativos e de fim de vida é melhorar a qualidade de vida e morte para pessoas com Alzheimer e suas respectivas famílias. A abordagem paliativa dos cuidados não é benéfica apenas no final da vida, mas também nos meses que antecedem a morte. Os cuidados paliativos podem começar muito cedo e ser administrados em paralelo com tratamentos potencialmente curativos. Uma pessoa pode continuar os tratamentos necessários, incluindo medicamentos para doenças crônicas como diabetes, hipertensão, mas também analgésicos para prevenir a dor e o desconforto. No passado, os cuidados paliativos eram oferecidos a pessoas em estágios avançados de câncer. No entanto, os especialistas agora concordam que os cuidados paliativos para pessoas com doença de Alzheimer são considerados uma boa prática e que os cuidados devem ser personalizados para atender às necessidades, aos valores e às preferências da pessoa e de sua família”.

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