Cuidados essenciais da medicina paliativa

Cuidados Paliativos
08. março .2018

Cuidados essenciais da medicina paliativa

A medicina paliativa para o cuidado de doenças crônicas é a garantia de bem-estar para o paciente

Com a aplicação da medicina paliativa é possível evitar que uma pessoa sofra no momento de fim de vida. O objetivo é valorizar a vida, independentemente do tempo que ainda lhe resta. Conversamos com a Dra. Clarice Nana Yamanouchi, oncologista responsável pelo Serviço de Cuidados Paliativos do Valencis Curitiba Hospice para saber um pouco mais sobre como isso ajuda com o bem-estar do paciente.

Por que investir em cuidados paliativos?
Para se fazer Cuidados Paliativos, investe-se não somente em estruturas físicas, mas na formação de pessoas, que são os profissionais e os cuidadores. Isto resulta em aumento na qualidade de vida e inclusive no tempo de sobrevida dos doentes. O objetivo é valorizar a vida da pessoa, independentemente do tempo de vida, agregar qualidade no cuidado. O aumento de idosos na população e as doenças tornando-se mais crônicas, em decorrência de melhoria nos tratamentos, têm ampliado o leque de indicações e necessidades dos cuidados paliativos.

Podemos dizer que os cuidados vão proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente?
Sim, o objetivo é conseguir o melhor controle possível dos sintomas, aliando a ciência à sua biografia social e cultural e à espiritualidade do indivíduo. Isso proporciona conforto, permitindo a pessoa viver enquanto realiza tratamento específico para uma doença potencialmente letal.

Quais são as doenças que mais se beneficiam com cuidados paliativos?
Todas as doenças que causem sintomas que pioram a qualidade de vida têm indicação de cuidados paliativos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças cardiovasculares correspondem a 38% dos casos, e o câncer a  34%, mas várias doenças degenerativas e, inclusive infecciosas, também são beneficiadas com cuidados paliativos.

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Quais os problemas mais frequentes que a medicina paliativa enfrenta?
Os maiores problemas estão relacionados com informação e com os mitos, por parte dos profissionais da área de saúde, em que relaciona cuidados paliativos apenas com cuidados ao fim de vida, e com o conhecimento da população em geral, que acredita que cuidados paliativos se iniciam quando não há mais nada o que fazer. Na verdade, em cuidados paliativos olhamos mais para a pessoa e não somente para a doença. Outras dificuldades estão também no campo de novos medicamentos para controle de sintomas, desde a pesquisa até viabilizar seu acesso e seu uso.

Fonte: Revista VIVER Curitiba

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